|
|
|
O urso polar
Ursus maritimus
Região do mundo
O urso polar é o maior animal carnívoro terrestre. Pode ser encontrado em todas as regiões polares do hemisfério Norte, incluindo a Rússia, Noruega, Groenlândia, Canadá e Alasca. Espécies próximasO urso polar é a maior das oito espécies de urso actualmente existentes. É uma espécie tão próxima do urso castanho (Ursus arctos) que podem acasalar, produzindo crias híbridas, aptas a procriar. O kodiak (Ursus arctos middendorfi), uma subespécie costeira do urso castanho, é muito equiparável ao grande urso polar em termos de tamanho. Mito ou factoOs caçadores Inuit idolatravam “Nanuk”, o urso polar. Este animal enorme era considerado sábio, poderoso e quase humano. Algumas lendas falam de estranhos homens-ursos polares que viviam em iglús, andavam na posição vertical e falavam.
O urso polar é o maior predador terrestre. O seu pêlo espesso, à prova de água e a camada de gordura mantêm-no quente e permitem-lhe nadar durante horas seguidas, nos gelados mares árticos. De facto, o urso polar tem uma isolação tão boa que os machos adultos, quando correm, ficam quentes demais. Os ursos polares passam grande parte do ano sobre vastas massas de gelo, percorrendo diariamente distâncias de até 40 km, numa procura constante de comida. Ao longo de toda a sua vida, chegam a cobrir uma área de cerca de 260.000 km2.
Nadadores de longa distância
Os ursos polares são campeões de natação e podem nadar mais de 100 km, sem descansarem. Para escorrer a água do pêlo, deslizam sobre o gelo. Conservam o pêlo limpo, pois o pêlo emaranhado e sujo é mau isolante. Nos dias mais frios, escavam um abrigo e enroscam-se, por vezes cobrindo o focinho, que irradia calor, com uma das patas. Os ursos que apresentam um comportamento submisso, muitas vezes aceitam partilhar uma presa. Para pedir comida a outro, o urso vai-se aproximando lentamente, em círculos, e a tentar cumprimentar focinho contra focinho.
O jogo da espera O acasalamento verifica-se durante a Primavera mas, devido a um processo designado por “implantação retardada”, o desenvolvimento do embrião fica “em espera”, até finais do Outono. Nessa altura, a fêmea, se tiver suficientes reservas de gordura, escava uma toca-maternidade, para hibernar e dar à luz. Se a fêmea não tiver as reservas adequadas, o embrião é reabsorvido. As crias que, quando nascem, têm aproximadamente o tamanho de um hamster, são alimentadas pela mãe até, pelo menos, aos dois anos.
A paciência é recompensada Graças a um apurado sentido do olfacto e excelente visão debaixo de água, os ursos polares caçam entre as massas de gelo das linhas de costa. Muitas vezes, aguardam, durante horas, junto ao orifício do gelo onde uma foca vem respirar e, quando esta surge à superfície, ataca subitamente, matando-a com uma única dentada na cabeça ou com uma pancada das suas poderosas patas. Os ursos polares precisam do gelo para terem acesso às focas. No Verão, quando o gelo desliza para Norte, os ursos percorrem centenas de quilómetros, para encontrar alimento.
|
|
|
|
|
|