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Região do mundo
Os leões habitaram o sul do continente europeu, a África e partes da Ásia. Hoje em dia, encontram-se confinados às reservas de caça africanas. Cerca de 300 indivíduos da subespécie asiática habitam na Floresta Gir, na Índia. Espécies próximasA maioria dos biólogos reconhece a existência de duas subespécies de leões. A mais comum e espalhada é o leão Africano (Panthera leo leo). Existe uma população menor ameaçada, o leão Asiático (Panthera leo persica), que vive na Floresta Gir, no noroeste da Índia. Os leões pertencem ao mesmo género (Panthera) dos tigres, leopardos e jaguares, e também possuem ligações mais afastadas com outros gatos da família dos Felídeos. Mito ou factoUma das formas de identificar cada indivíduo é através das manchas no focinho. Estas fileiras de “bigodes” formam um padrão único em cada animal. Estas marcas já são visíveis nas crias e permanecem iguais para o resto da vida.
O título de “Rei dos animais” é bem merecido por este poderoso e magnífico predador. O leão encarna bem a nossa ideia de um gato grande, equipado com dentes afiados e grandes patas, preparadas para abater as presas. O rugido imponente e a magnífica juba do macho completam o quadro. Os leões dominam o seu território – as zebras e os antílopes ficam nervosos quando os leões estão por perto, ao passo que as chitas e os leopardos afastam-se das suas próprias presas.
Caçando em grupos
Os leões caçam e alimentam-se de um grupo alargado de animais, desde pequenos roedores e répteis até crias de hipopótamos, girafas e até elefantes. As suas presas principais são no entanto mamíferos de pequeno e médio porte, como zebras e antílopes. A maioria das caçadas fica a cargo das leoas, que trabalham em grupo – uma das fêmeas corre em direcção a uma manada de zebras para afugentar os seus membros, e ao mesmo tempo, levar até às ou-tras leoas um animal mais lento. Cabe a estas últimas desferir o golpe final. Os machos podem juntar-se à caçada se a presa for de dimensões consideráveis. E mesmo que sejam as leoas a matar a presa, os machos alimentam-se sempre primeiro, escolhendo os melhores pedaços de carne.Apesar de beberem água regularmente, se estiver disponível, os leões conseguem sobreviver sem ela, ingerindo sangue e os líquidos das vísceras das suas presas. Esta estratégia permite-lhes sobreviver em climas áridos.
Laços maternais Todas as fêmeas no bando procriam mais ou menos ao mesmo tempo, o que lhes permite tratar das crias em comunidade. As crias nascem numa toca bem escondida, sendo amamentadas quer pela mãe, quer pelas outras leoas do bando. Quando atingem as quatro a oito semanas passam a ser levadas para as caçadas, apesar de só participarem activamente quando atingem um ano de idade. Os juvenis continuam inteiramente dependentes dos adultos para obterem comida até aos 16 meses. As crias enfrentam numerosos perigos, e menos de metade sobrevivem ao primeiro ano de vida. Os machos deixam o bando entre os dois e os quatro anos; as fêmeas permanecem, a não ser que decidam sair e formar um novo bando.
Terras do bando Os leões são a única espécie de gatos a viverem num sistema social, denominado “bando”. O bando é geralmente composto por quatro a oito fêmeas aparentadas, e ainda toda a sua descendência, e ocasio-nalmente, alguns machos, existindo um elemento dominante. O machos formam coligações, movimentando-se entre os bandos existente na área, dependendo do cio das fêmeas. Os machos defendem as fêmeas e o território do bando, marcando os arbustos com urina. Os leões comunicam entre si com diversos sons, sendo o rugido o mais conhecido. Este indica aos outros membros do bando onde o leão se encontra e funciona como aviso para os restantes machos se manterem à distância. O rugido do leão pode ser ouvido a vários quilómetros de distância.
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